As Almofadas de Amélia
Crônicas sobre a Condição Feminina
Dorothee Rüdiger
O propósito de Dorothee Rüdiger é colocar-se, como escritora e psicanalista, no exercício efetivo da constatação de que (assim como no amor) a arte e a psicanálise só acontecem no encontro com o outro. Porém, esse encontro raramente vê-se facilitado quando este outro se dispões a ouvir o que foge à razão. As Almofadas de Amélia ocupa, justamente, espaço próprio em oposição a tal tendência. Cansada de ouvir e de reproduzir velhos discursos sobre a norma no campo do direito, o da rebeldia contra o sistema e o da verdade na filosofia e na religião, Dorothee encontra neste livro nova forma de expor inquietações, angústias, amor e outras percepções, até então de fora dos ensaios científicos de que foi autora. “Percebi que há, no caminho do desejo,” revela-nos ela, “mistérios de um impossível tortuoso de ser traçado, se estritamente seguidos com normas e regras. Daí o intento de expressar com palavras o que não pode ser falado, mas que, por isso mesmo, deve ser dito.”
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